A efetividade das decisões das “Conferências do Clima”, cada vez mais importantes para o nosso futuro, depende de posições, agora postas em risco, do novo governo dos Estados Unidos da América e chamam a atenção de todos pela ênfase dada a necessidade urgente de oferecermos uma nova educação para a sustentabilidade. 

Ela deve formar cidadãos para a sociedade do conhecimento, onde as culturas do empreendedorismo e da educação continuada serão determinantes para a ocupação dos postos de trabalho que vêm sendo oferecidos pelas profissões que surgem em consequência dos avanços da ciência e da técnica, e para o incremento da competitividade das nações, fundamentada nos alicerces do conhecimento, da inovação e do empreendedorismo. Ciência, tecnologia e inovação tornam-se objeto de muitas discussões, agora num cenário de preocupação, em consequência dos visíveis efeitos do aquecimento global e do prenúncio da falta de alimentos e de água nas próximas décadas. 

Dessa forma, vem sendo cada vez mais importante rediscutir o papel da Ciência e da Tecnologia nas sociedades sustentáveis. É importante reformular as estruturas curriculares na educação básica, no ensino fundamental e no ensino médio, adequar o ensino profissionalizante às novas demandas das empresas e, no caso da educação superior, oferecer novas modalidades de diplomas e ampliar a articulação entre universidades e empresas, para que estas possam agregar valor aos seus produtos, sempre respeitando os paradigmas da sustentabilidade. 

No Brasil, além das questões globais que afligem a humanidade, como a busca de soluções para os refugiados de guerras na África e no Oriente Médio, o aumento das regiões conflagradas, o terrorismo e os tratados de livre comercio,  a agenda deve incluir a grave crise econômica e as reformas educacionais, em função dos péssimos resultados obtidos nas avaliações internacionais. Por isso, a Associação Brasileira de Educação está procurando estimular a reflexão e o debate nestes temas, de forma a contribuir para a geração de uma nova base curricular comum, indispensável na educação básica, tema já abordado ao longo do ano que findou. Em 2017, a ABE pretende promover debates e seminários, já a partir de abril, sobre a reforma do ensino médio, o papel da universidade para o nosso crescimento sustentável, a formação de professores, e ainda sobre a empregabilidade e a formação da mão de obra. Para a consecução de seus objetivos, a ABE conta com a participação e a contribuição de seus associados e de todos os envolvidos na educação, trabalho e sustentabilidade. Envolva-se e participe!